Chega nessa altura do ano ficamos um pouco nostálgicos. E o que falar sobre este ano? Muita coisa mudou… Novas maneiras de se relacionar, de consumir… E como é bom podermos relembrar e prestigiar talentosos amigos.

Hoje quero falar sobre minha experiência com “Gold, Damasco e Laranja”. Sempre fui fã da arte. Meu coração fica cheinho quando assisto um bom balé, vejo um show bem montado, um roteiro de cinema envolvente e quando coloco na boca um alimento para a alma.

Quando encomendei meu panettone, juro que sonhei com ele. Enquanto a talentosa Carol Garofani produzia seus quitutes, já podia sentir o sabor dessa maravilha.

Vamos lá. Análise técnica: cheiro de fornada nova, fresco, úmido. Na primeira bocada vem um caramelo docinho no ponto certo. Damasco não briga com laranja. Proporções perfeitas, de algo que nunca comi, mas que parece que já esteve na minha memória. Amêndoas muito sutis como o mel silvestre (meu favorito). No fim, uma pitadinha de sal e tudo tem seu motivo para estar ali. Simplesmente imperdível e inesquecível.

Isso tudo me faz lembrar que somos nosso repertório. Fruto de um ambiente saudável, construtivo, de luta, de observação, de muito estudo. E o caminho tem suas voltas, mas o segredo sempre vai estar na jornada. Obrigada Carol, você é genial.