A cada dois anos, o Marketing Science Institute aponta algumas diretrizes de atuação nos estudos e pesquisas para o desenvolvimento da academia em conjunto com o mercado internacional. Conheça algumas das prioridades de trabalho e reflexão que podem servir de inspiração para os trabalhos de Marketing em 2015.

1Com o avanço das tecnologias, uma das primeiras prioridades é compreender o cliente e sua experiência de compra. Por exemplo, quando assistimos a novela das nove ou qualquer outro programa de tv com o celular e o tablet nas mãos o que isso significa? O mundo multi-tarefas veio com a geração Y e temos que compreender como as multi-mídias, os multi-canais, as multi-telas influenciam nossos hábitos de consumo… Como engajar o consumidor neste novo processo de compra?

“Consumers are more empowered than ever”

Com tanto volume de informação, como as empresas podem aproveitar este conteúdo para cruzar dados e incrementar seu conhecimento sobre as pessoas? E são elas que importam, as pessoas.

“1 + 1 é mais que 2”

A segunda prioridade consiste em aproveitar as tecnologias digitais, sociais e mobile, pois elas nos instigam a um continuado processo inovativo. Buscar pequenas soluções que facilitem a vida do consumidor passam a ter grande valor num ambiente conectado.

Como medir e comunicar o valor das atividades e investimentos em marketing. Um dos grandes desafios, por exemplo, é dimensionar quanto vale um programa de treinamento de colaboradores. Qual o impacto sobre o seu negócio e o quão forte é uma boa capacitação para o desenvolvimento do seu segmento de atuação? Isso perpassa o próprio desenvolvimento da excelência de marketing das organizações repensando e reorganizando processos e estruturas de maneira integrada. Aqui técnicas de storytelling podem contribuir.

A terceira prioridade diz respeito a inovação de produtos, serviços e mercados. Como as empresas conseguem antecipar e se adaptar a novos modelos de compra? Essa não é uma discussão tão recente. Vale refletir com John Naisbitt, o ex-executivo da IBM que já falava sobre o uso de novas tecnologias em seu livro High Touch High Tech (1999). Vivemos o momento do redesign, da co-criação, do crowdsourcing e do employee input, portanto conecte-se com empresas interessantes.

Enfim, qual são as regras de conduta entre consumidores e empresas? Qual o nível de lealdade, transparência e responsabilidade social para sejam atendidas as expectativas de troca entre eles. O que influencia na sua decisão?

Juliana Ceccatto, professora no MBA em Gestão Estratégica de Marketing (Uninter)