Neste fim de semana fomos curtir a belíssima exposição “O Estado da Arte 40 anos de arte contemporânea no Paraná – 1970-2010”, que fica em cartaz até 24 de abril do ano que vem.

Chegamos cedo, por volta das 10h. Por ali havia alguns cachorrinhos (como de praxe) e dois grupos de dança de rua ensaiando alguns passos… Música no radinho e tudo mais. No café, algumas pessoas lendo jornal; na livraria, uma boa quantidade livros sobre as exposições anteriores (aliás, tomara que editem “O Estado da Arte” – se é que, segundo alguns contemporâneos, este tipo de manifestação pode ser “editada”).

Ansiosos, certamente, fomos uns dos primeiros a chegar… sendo recebidos pela curadora Maria José Justino, Sandramara Fogagnoli e Maristela Requião.

Quem for visitar, a sugestão é começar por Poéticas Transitivas vendo de cara “Pata de Vaca”.  Por incrível que pareça, um Rogério Dias legítimo. Não que suas outras obras não o sejam, maaasss onde estão os pássaros? Talvez ainda devaniando na mente do artista.

Pata de Vaca (1981) artista: Rogério Dias

Pata de Vaca (1981) artista: Rogério Dias

Mais adiante, Francisco Faria mostra um “hiper-realismo” em grafite sobre papel e fabriano (papel ideal para nanquim e aerografia, excelente textura para pintura acrílica, resistente a rasuras e correções, pH neutro, brancura excepcional proporciona ótimo contraste – segundo o Empório Michelangelo). Não precisa dizer que esta é uma obra muito especial…

Sem Título (2006) artista: Francisco Faria

Caminhando mais um pouco uma “tríade” interessantíssima: um Rones Dumke, um Mikosz e um Hélio Leites… aí a gente percebe o toque curatorial de quem sabe o que faz…

“O ardil” (1980) artista: Rones Dumke, “Tihuaco” (2010) artista: Mikosz e “Colombo” (1994) artista: Hélio Leites

Virando a esquina, você sai da tranqüilidade-inquieta dos “acadêmicos-contemporâneos” para o Expresso 2000 dos “contemporâneos-contemporâneos”…

O “Mano” de Cleverson Salvaro faz, de cara, uma intervenção na entrada da segunda sala. Esta é uma sala mais interativa, com obras recentes, que ocupam um espaço nobre no hall of fameRimon Guimarães enquadrinha-se nas quatro paredes, sem perder a explosão da rua, que faz parte do seu cotidiano. E a sala passa a fazer outro barulho, na vídeo-arte do Interlux, nas fotografias da Juliana Stein, nas caras de Lilian Gassen… e todo esse pessoal estava por lá… Explicando, contando, provocando, enfim, se divertindo como a gente.